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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Meu Site é neutro em CO2!





Nesta semana recebí um e-mail de um site muito bacana que se preocupa com o meio ambiente e, me explicou que um blog produz aproximadamente 3,6 kg de dióxido de carbono por ano ! Pediu para mim colocar um selo em meu blog/site em troca de uma árvore nativa plantada...como eu adorei essa idéia além de eles plantarem uma árvore em prol ao meu blog eu também plantei uma árvore! Em baixo segue o link para vocês blogueiros também aderirem a idéia:
http://www.guiato.com.br/meioambiente/blog-neutro-co2/   
Guiato Meio Ambiente

domingo, 2 de janeiro de 2011

Carta do Chefe Índio Seattle

Quando escreveu esta carta, endereçada ao Presidente dos Estados Unidos da América, Franklin Pierce, em 1845; o chefe Seatle da tribo dos Duwamish, nunca imaginaria que ela se tornaria atual até os dias de hoje. Um dos mais belos e magníficos discursos em defesa do meio ambiente já escrito, a carta, era uma resposta a oferta feita pelo Presidente Franklin Pierce, para compra das terras dos Duwamish, oferecendo em troca uma nova reserva. Os índios Duwamish habitavam a região onde hoje se encontra o Estado americano Washington , no extremo Noroeste dos Estados Unidos, divisa com o Canadá, logo acima dos Estados de Montana, Idaho e Oregon e era considerado um paraíso na terra. A carta original encontra-se na "University of Washington Special Collection".

sábado, 6 de novembro de 2010

Até onde podemos chegar ?










 







O ser humano cria, inventa novas tecnologias para poder atravessar as barreiras do impossível! Pisou na lua! Orbitou em volta da Terra,criou grandes telescópios para poder ver além do horizonteplanetário,além das estrelas das nebulosas e muito além das galáxias!Para que? Talvez para encontrar vida? Mais tecnologia?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Poluição do ar

Ficheiro:Factory in China.jpg
Fontes de poluição, efeito estufa, chuva ácida, combustíveis fósseis, conseqüências da poluição,
combustíveis não poluentes, poluição ambiental e poluição atmosférica

Indústrias: poluentes despejados no ar ( poluição industrial )


Introdução

A partir de meados do século XVIII, com a Revolução Industrial, aumentou muito a poluição do ar. A queima do carvão mineral despejava na atmosfera das cidades industriais européias, toneladas de poluentes. A partir deste momento, o ser humano teve que conviver com o ar poluído e com todas os prejuízos advindos deste "progresso". Atualmente, quase todas as grandes cidades do mundo sofrem os efeitos daninhos da poluição do ar. Cidades como São Paulo, Tóquio, Nova Iorque e Cidade do México estão na lista das mais poluídas do mundo.
Geração da poluição

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A Reciclagem

Reciclagem de lixo, plástico, reciclagem de alumínio, reciclagem de papel, respeito ao meio-ambiente, coleta seletiva de lixo, reciclagem de plástico

Símbolo Internacional da reciclagem 

Introdução

Reciclar significa transformar objetos materiais usados em novos produtos para o consumo. Esta necessidade foi despertada pelos seres humanos, a partir do momento em que se verificou os benefícios que este procedimento trás para o planeta Terra.

Importância e vantangens da reciclagem

A partir da década de 1980, a produção de embalagens e produtos descartáveis aumentou significativamente, assim como a produção de lixo, principalmente nos países desenvolvidos. Muitos governos e ONGs estão cobrando de empresas posturas responsáveis: o crescimento econômico deve estar aliado à preservação do meio ambiente. Atividades como campanhas de coleta seletiva de lixo e reciclagem de alumínio e papel, já são comuns em várias partes do mundo.

No processo de reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera riquezas, os materiais mais reciclados são o vidro, o alumínio, o papel e o plástico. Esta reciclagem contribui para a diminuição significativa da poluição do solo, da água e do ar. Muitas indústrias estão reciclando materiais como uma forma de reduzir os custos de produção.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Terra nosso lar

Descrição - Em algumas poucas décadas, a humanidade interferiu no equilíbrio do planeta estabelecido há aproximadamente 4 bilhões de anos de evolução. O preço a pagar é alto, mas é tarde demais para ser pessimista. A humanidade tem somente 10 anos para reverter essa situação, observar atentamente a extensão da destruição das riquezas da Terra e considerar mudanças em seus padrões de consumo.
Ao longo de uma sequência única através de 50 países, toda filmada dos céus, Yann Arthus-Bertrand divide conosco sua admiração e preocupação com esse filme e finca a pedra fundamental para mostrar que, juntos, precisamos reconstruí-lo.

Áudio - Português de Portugal
Download -

quarta-feira, 18 de março de 2009

O aumento no nível dos mares será bem maior do que o previsto

Barreira contra enchentes no rio Tâmisa, Londres (arquivo)

Aumento no nível dos mares pode gerar consequências para cidades costeiras

O aumento no nível dos mares será bem maior do que o previsto devido a mudanças nas calotas polares, de acordo com estimativas apresentadas nesta terça-feira por uma equipe internacional de cientistas.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), da ONU, previu em um relatório de 2007 que o aumento máximo do nível do mar ficaria em torno dos 59 centímetros.

Mas cientistas reunidos em uma conferência sobre mudança climática em Copenhague, na Dinamarca, afirmam que as estimativas da ONU foram baixas e o nível do mar pode aumentar em um metro ou mais até 2100.

Segundo os cientistas, as projeções anteriores não incluíam o impacto potencial do derretimento polar e do gelo se quebrando.

O professor Konrad Steffen, da Universidade do Colorado, destacou em uma entrevista coletiva nesta terça-feira novos estudos a respeito da perda de gelo na Groenlândia que indicam uma aceleração do derretimento na última década.

"Eu poderia prever o aumento do nível do mar em 2100 na ordem de um metro. Poderia ser 1,2 metro ou 0,9 metro", disse Steffen, que estudou o gelo antártico nos últimos 35 anos. "Mas é um metro ou mais observando a mudança atual, que é até três vezes mais do que a média prevista pelo IPCC."

"As pesquisas mais recentes mostraram que o nível do mar está aumentando 3 milímetros por ano desde 1993, uma taxa bem acima da média do século 20", acrescentou John Church, do Centro de Pesquisa Climática da Austrália.

Fluxo de gelo

Para Eric Rignot, pesquisador do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (Agência Espacial Americana), os resultados reunidos desde o relatório do IPCC não podem ser ignorados.

"Como resultado da aceleração do derretimento de geleiras em grandes regiões, as calotas de gelo na Groenlândia e da Antártida já estão contribuindo mais e mais rapidamente para o aumento no nível do mar do que o que tinha sido previsto", disse Rignot.

As previsões da equipes de cientistas são muito importantes para moradores de comunidades costeiras. Cerca de 600 milhões de pessoas, 10% da população mundial, vivem em áreas mais baixas.

Em Lowestoft, na costa leste da Grã-Bretanha, por exemplo, David Kemp, um agente encarregado de proteção costeira para a Agência Ambiental britânica, afirma que apenas pequenos aumentos no nível do mar podem decisivos.

"Se está dez centímetros abaixo da altura das defesas, então não há problema", diz Kemp. "Mas se está dez centímetros acima, então poderemos enfrentar devastação."

David Shukman

Acidificação dos mares pode causar extinção em massa

Concha (arquivo)

Algumas criaturas marinhas que formam conchas podem não sobreviver no novo ambiente

Cientistas britânicos advertiram em um Congresso sobre Mundanças Climáticas em Copenhage, na Dinamarca, que as emissões de dióxido de carbono produzidas pela queima de combustíveis fósseis estão tornando os oceanos mais ácidos, o que pode provocar uma extinção em massa de espécies marinhas.

Carol Turley do Laboratório Marinho de Plymouth, no sul da Inglaterra, disse que é impossível saber como a vida marinha vai reagir, mas ela teme que várias espécies não sobrevivam.

Desde a Revolução Industrial, no século 18, as emissões de CO2 já elevaram a acidez dos mares em mais de 30%, de acordo com pesquisadores.

"Eu estou muito preocupada com os ecossistemas dos oceanos, que atualmente são produtivos e diversificados", disse Turley à BBC. "Eu acredito que nós podemos estar caminhando para uma extinção em massa, pois esse ritmo de mudanças nos oceanos não é visto desde o tempo dos dinossauros", afirmou.

"Isto pode ter um grande impacto na segurança alimentar. É realmente imperativo reduzirmos as emissões de CO2."

Conchas

O problema mais acentuado é para criaturas que precisam de um ambiente alcalino para produzir conchas e carapaças formadas por cálcio. Testes de laboratório sugerem que as estrelas do mar podem desaparecer até o final do século se atual tendência de emissões continuar.

Os cientistas receiam que os mariscos também não consigam suportar o aumento da acidez.

Turley disse: "As coisas vão mudar. Nós não sabemos ainda exatamente como."

Andy Watson, biólogo marinho da Universidade de East Anglia, acredita que mudanças climáticas e pesca excessiva podem trazer sérios danos aos oceanos ainda antes dos efeitos da acidificação. Ele condena o aumento da emissão de CO2 resultante de atividades humanas, mas destaca que a acidez oceânica também pode flutuar naturalmente.

Ele imagina que algumas criaturas podem se adaptar às mudanças ao longo do tempo.

"Em várias experiências que estão sendo feitas no momento, são provocadas mudanças repentinas. O CO2 ou a acidez são aumentados rapidamente, por exemplo."

Algas (arquivo)

Algumas algas podem acabar se desenvolvendo mais em um ambiente de maior acidez

"Claro que isso não é realmente o que vai acontecer no mundo real. Ao invés disso, haverá uma elevação gradual do CO2 e da acidez. E nós não sabemos se os organismos poderão se adaptar ou o quão rápido poderão fazer isso", disse Tony Knapp, diretor do instituto BIOS, nas Bermudas, onde são feitas algumas das medições da acidez dos oceanos.

Knapp defende sua conclusão de que o aumento recente da acidez foi causado por emissões de CO2 resultantes da queima de combustíveis fósseis. "Levou muito tempo para que eu me convencesse. Sou um cético por natureza. Mas se olharmos para os dados recolhidos (...) na verdade não se pode chegar a outra conclusão", afirmou.

Sem adaptação

Como exemplo para suas previsões sobre os efeitos da acidificação nos oceanos, os cientistas citam a ilha de Ischia, na Baía de Nápoles, Itália. Ali, os cientistas encontraram indícios de que várias criaturas não vão conseguir se adaptar à crescente acidificação.

A água do mar em volta de parte da ilha é mais ácida há milhares de anos por causa de emissões de CO2 por aberturas vulcânicas que borbulham no leito marinho.

Se a pesquisa em Ischia apresentar uma imagem precisa do futuro dos oceanos, as perspectivas para os organismos que formam conchas são sombrias.

"Nós estamos muito preocupados", disse Jason Hall-Spencer, da Universidade de Plymouth, que estuda o local. "As mudanças aqui claramente tornaram a vida impossível para criaturas que formam conchas."

"Quando você começa a mexer num ecossistema complexo, é impossível prever o que vai acontecer."

O ambiente na ilha italiana serve para dar uma idéia de quais as espécies que sairão ganhando e perdendo por causa dos altos níveis de acidez. Algumas algas marinhas podem se desenvolver mais em um ambiente altamente fertilizado com CO2.

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Espaço pode se tornar a lata de lixo do futuro!

lixo espacial
O lixo espacial atinge velocidades de 28.800 km por hora
Cientistas calculam que existam 110 mil objetos com tamanho a partir de um centímetro de largura flutuando pelo espaço em torno da Terra.

É o chamado lixo espacial, ou "space junk", que a humanidade vem mandando para o espaço desde que a nave espacial Sputnik fez a primeira viagem pela órbita da Terra.

São toneladas de materiais que incluem de satélites em pedaços a uma luva perdida pelo astronauta americano Edward White durante uma caminhada espacial em 1965.

Astrônomos dizem que esse lixo prejudica a observação do espaço e põe em risco a segurança de astronautas, que podem ser atingidos por esses resíduos.

Há, no entanto, quem diga que é melhor ter lixo no espaço do que na Terra e tente até lucrar com a idéia.

Leilão na internet

Neste momento, um fabricante de foguetes nos EUA está oferecendo, por meio de um leilão na internet, a oportunidade de enviar um pacote de 20 quilos à Lua.

Entre os interessados, disse Gregory Nemitz, da empresa Orbital Development, está um cliente que quer enterrar as cinzas de um parente morto em um túmulo extra-terrestre.

"Se alguém acha que estamos estragando a Lua, está enganado", disse Nemitz.

"O impacto formará uma cratera de cerca de 150 metros de diâmetro no solo da Lua, isso é uma cabeça de alfinete. A Lua é apenas uma imensa rocha morta", disse Nemitz.

Perigo

Os resíduos deixados no espaço podem atingir velocidades de quase 29 mil kilômetros por hora, orbitando cerca de 960 kilômetros acima da superfície da Terra, e podem causar danos fenomenais se atingirem alguma coisa.

Em 1996, um satélite francês foi fatalmente atingido por um pedaço do foquete Ariane. As partes do satélite destruído se juntaram ao lixo que flutua hoje no espaço.

A quantidade de materiais deixados pelo homem é tão grande que chega a obscurecer a visão de astrônomos, segundo o doutor Amos Storkey, da Universidade de Edimburgo.

"Um astrônomo pode pensar que está olhando para uma galáxia quando na verdade é tudo lixo espacial."

O professor Hans Haubold, do Escritório da ONU para Assuntos Espaciais, diz que, com mais países lançando satélites, a quantidade de resíduos só aumenta.

Atualmente, sistemas de alerta permitem que a maioria das aeronaves seja desviada de grandes pedaços de material.

O impacto de partículas pequenas, entretanto, pode causar danos cumulativos na fuselagem. Por exemplo, na década de 90, as janelas dos ônibus espaciais tiveram de ser trocadas com freqüência cada vez maior.

E para preocupação ainda maior, um pequeno pedaço de detrito metálico pode perfurar uma roupa espacial, obrigando os astronautas a buscar refúgio atrás da sombra de suas naves.

“No momento é muito difícil remover estes detritos. Uma nave teria de ser enviada ao espaço para coletá-los, e isso seria tão caro que inviabilizaria a operação.”

A ONU criou um guia para a construção de naves espaciais que deixam menos pedaços, viajam para altitudes mais seguras quando seu trabalho termina ou são guiadas de volta para a atmosfera para cair no mar ou entrar em ignição.

Tudo isso, no entanto, a custos adicionais.

Fonte: BBC

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Academia nos EUA recicla energia dos clientes !



Uma academia de ginástica nos Estados Unidos instalou bicicletas ergométricas que reciclam a energia gerada pelos clientes. The Green Microgym, em Portland, no Estado americano de Oregon, conectou um gerador às rodas das bicicletas que transforma a energia cinética em elétrica. Ela é depois armazenada em uma bateria que coloca em funcionamento os televisores, esteiras e até um liquidificador que a academia usa para oferecer sucos e vitaminas à clientela.

A tecnologia que permite a geração de eletricidade a partir de aparelhos para ginástica não é nova. Há décadas as pessoas usam dínamos em suas bicicletas para acender as luzes traseira e dianteira. A academia usa o mesmo princípio, diz Adam Boesel, proprietário do Green Microgym. "Se você pensar em uma academia, quase todos os aparelhos para exercício têm uma roda que gira e, se você pode girar uma roda você pode produzir eletricidade, assim como um moinho produz eletricidade."

A academia se aliou a uma empresa do Texas, Henry Works, que trabalha no desenvolvimento de um artefato chamado Dínamo Humano

sábado, 13 de dezembro de 2008

Exército se lança ao mapeamento da Amazônia desconhecida, vejam !

Projeito vai mapear, em alta-definição, 1,8 milhão de km² da Amazônia para os quais não existem dados básicos
Herton Escobar - O Estado de S. Paulo

Soldados montam refletor de alumínio sobre uma plataforma fluvial portátil no Rio Papuri

MANAUS - Mergulhado até os ombros nas águas escuras do Rio Papuri, o capitão Rogério Silva desfere golpes de martelo sobre uma barra de ferro apontada para o fundo. Alguns minutos depois, está montada uma pequena plataforma fluvial, sobre a qual soldados posicionam um grande triângulo de alumínio. A posição exata da peça é registrada com um aparelho GPS de alta precisão e, por fim, o capitão informa a base que a tropa está pronta.

Veja também:

linkVeja galeria de fotos dos soldados na Amazônia e da floresta mais imagens

"Base, aqui é Onça Uno; informo Papa Três em posição; solicito vôo", comunica o capitão pelo rádio, ainda sem sair da água.

"Positivo Onça Uno; aeronave pronta; aguardando decolagem", responde a base. Agora, é só esperar o avião passar.

A cena se passa nas entranhas da selva amazônica, a duas horas de lancha do 1º Pelotão Especial de Fronteira do Exército, em Iauaretê, bem na garganta da Cabeça do Cachorro, norte do Amazonas, onde o Brasil parece prestes a engolir um pedaço da Colômbia. A linha imaginária da fronteira está perdida em algum lugar no meio do rio. Mesmo em época de seca, não há praias. A floresta tropical se ergue como uma muralha sólida em ambas as margens, ocupando cada centímetro possível de terra.

A pirâmide de alumínio que os soldados instalam dentro do rio é um refletor que será usado para aferir a precisão geográfica das imagens de radar feitas pelos aviões do projeto Cartografia da Amazônia, um grande esforço de mapeamento de áreas remotas da floresta, lançado neste ano pelo governo federal. De volta à base, o ponto de GPS marcado no solo será comparado às coordenadas obtidas do ar, usando os refletores como ponto de referência. Para que os mapas tenham a precisão desejada, as coordenadas medidas pelos soldados e pelo avião devem ser iguais, com uma margem de erro de poucos centímetros.

Os refletores precisam estar em terreno aberto para que possam ser detectados com clareza pelo radar - coisa rara em áreas de floresta densa, como o norte do Amazonas. A plataforma fluvial foi desenvolvida pelas equipes de engenharia do Exército para situações como essa, em que não há clareiras ou praias para acomodar os equipamentos. Outras opções incluem armar os refletores em pedras no meio do rio ou em clareiras já abertas por ribeirinhos. A instrução é não derrubar nenhuma árvore.

A demonstração no Rio Papuri, acompanhada pelo Estado e uma comitiva de três generais, dá uma idéia da dificuldade de mapear a Amazônia. Os refletores não podem ser deixados no campo. Por isso, o deslocamento das tropas no solo precisa ser sincronizado com o plano de vôo das aeronaves em áreas super-remotas da floresta. A logística é dificílima, até mesmo para os padrões do Exército. "É uma verdadeira operação de guerra", diz o diretor Marcelo Lopes, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão federal que coordena o projeto.

Estradas não existem ou são intransitáveis. Os aeroportos são algumas poucas pistas de terra abertas junto à fronteira e, seja como for, os pelotões não têm aviões nem helicópteros disponíveis em tempo integral para se locomover. Cada hora de vôo e cada litro de combustível precisa ser rateado entre as Forças Armadas e órgãos ambientais, como o Ibama, para todo tipo de missão - desde treinamento de guerra até combate a incêndios e prestação de serviços a comunidades isoladas.

Os rios, que são as verdadeiras estradas da Amazônia, também não são nenhum passeio. Quase sempre possuem trechos de corredeiras que precisam ser vencidos a pé pela mata, carregando tudo - barco, motor, combustível e equipamentos - nas costas. Em outros casos, são tão cheios de curvas e meandros que o tempo de viagem se torna o dobro ou o triplo do que seria em uma linha reta. O mesmo vale para o consumo de combustível, a fome, o calor e o cansaço. As missões de campo para instalação de refletores levam dez dias, em média. "Nada é fácil na Amazônia", resume o general de brigada Pedro Ronalt Vieira, diretor do Serviço Geográfico do Exército.

A Cabeça do Cachorro foi escolhida como ponto de partida para o projeto de mapeamento, previsto para durar cinco anos. Para entender o apelido da região, basta olhar no mapa: a linha da fronteira entre o Brasil e a Colômbia navega por entre rios e paralelos da Bacia do Alto Rio Negro, formando uma figura que lembra o pescoço, as orelhas, o focinho e a boca de um cachorro. Por suas artérias fluem as águas escuras do Rio Uaupés, do Rio Içana e do próprio Negro, conectados por uma infinidade de igarapés. Nos ombros, leva o Pico da Neblina, o ponto mais alto de Brasil, e sua pele é coberta por uma das florestas mais antigas e bem preservadas da Amazônia.

DESCONHECIDO

Por baixo desse manto verde e rugoso, porém, pouco se sabe sobre a anatomia interna da região. A Cabeça do Cachorro fica no chamado "vazio cartográfico", uma área de 1,8 milhão de quilômetros quadrados de floresta que nunca foi devidamente mapeada, formando um "arco de desconhecimento" que se estende do extremo oeste do Acre até o extremo norte do Amapá.

Na prática, isso significa que 35% da Amazônia brasileira (uma área maior do que os sete Estados do Sul e do Sudeste) não possui informações básicas de cartografia, como altimetria de relevo, profundidade de rios e variações de cobertura vegetal - cruciais para o planejamento de defesa, desenvolvimento e pesquisa da região.

No caso de uma hidrelétrica, por exemplo, os engenheiros precisam conhecer em detalhes a topografia para saber como a água vai se espalhar pelo terreno. Da mesma forma, cientistas precisam das informações mais detalhadas possíveis sobre a paisagem para desenvolver modelos ecológicos, estudar a distribuição de espécies e identificar ecossistemas vulneráveis.

"Todo mundo fala em proteger e fazer o desenvolvimento sustentável na Amazônia, mas sem conhecimento não temos como fazer isso", diz o tenente-coronel Clovis Gaboardi, chefe da 4ª Divisão de Levantamento do Exército, em Manaus.

Os mapas produzidos pelo projeto serão os mais detalhados já feitos para a Amazônia. As tecnologias de radar utilizadas nos aviões permitem "enxergar" através das nuvens e das copa das árvores até o chão da floresta - diferentemente das imagens óticas de satélite, que só enxergam superfícies expostas e são bloqueadas por nuvens, o que impede a visualização da floresta durante longos períodos.

"Muita gente olha do alto e acha que a Amazônia é uma planície coberta de floresta. Mas não é. Por baixo das árvores, o relevo varia muito", diz o general Armindo Fernandes, consultor técnico da empresa OrbiSat e gerente geral do projeto. "Quem anda por lá sabe disso."

O ornitólogo Mario Cohn-Raft que o diga. Um experiente pesquisador de pássaros amazônicos, com muitos quilômetros de selva no currículo, ele utiliza rotineiramente mapas e imagens de satélite para planejar seus trabalhos de campo. Mas se dependesse só dos mapas, ele nunca teria chegado a lugares como a Serra do Aracá: uma formação de tabuleiros e montanhas na divisa com a Venezuela, com picos que chegam a quase 2 mil metros de altura. "No Google Earth dá para ver a serra, mas no mapa, ela não aparece. É como se não existisse", conta Cohn-Raft, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus. "Se eles fizerem mesmo esse mapeamento, será uma ferramenta fantástica."

domingo, 9 de novembro de 2008

Cientistas descobrem novas florestas fósseis

Fóssil de uma espécie de samambaia. Foto: Illinois State Geological Survey
Cientistas crêem poder tirar lições sobre aquecimento global
Cientistas americanos e britânicos anunciaram ter descoberto novas florestas fósseis de 300 milhões de anos em minas de carvão em Illinois, nos Estados Unidos.
A antiga vegetação, hoje transformada em rocha, é remanescente das primeiras florestas tropicais do mundo, que passaram pelo período em que o planeta se aqueceu e deixou a chamada Era do Gelo.
Os pesquisadores dizem acreditar que o estudo da dinâmica da antiga vegetação pode fornecer elementos para compreender como as florestas modernas reagirão à elevação da temperatura da Terra.
Os detalhes foram apresentados pelo paleontólogo Howard Falcon-Long, da Universidade de Bristol, em um evento sobre aquecimento global na Inglaterra.
"O fascinante é que descobrimos que estas florestas entraram dramaticamente em colapso em um período que coincidiu com o aquecimento global", disse Falcon-Lang.
Ecossistema diferente
O paleontólogo afirma que, há 300 milhões de anos, a Terra passava de seu estado frio, com grandes blocos de gelo, para um estado caracterizado por um clima quente e sem gelo.
"O mais interessante é que as florestas (que descobrimos) datam de antes e depois desse período, então podemos ver como as primeiras florestas do nosso planeta responderam ao aquecimento global", diz o cientista.
"A floresta que existia antes do aquecimento é dominada por árvores de musgo altas, gigantes", acrescenta. "Depois, essas florestas mudam completamente."
"Todo o sistema entra em colapso e se reorganiza, é substituído por uma vegetação de samambaias e ervas, um ecossistema completamente diferente", completa Falcon-Long.
Comparações
Segundo a equipe liderada pelos pesquisadores, algumas das florestas chegam a se espalhar por 10 mil hectares – o tamanho de uma cidade.
Eles já haviam anunciado uma descoberta semelhante no ano passado. De lá para cá, outras cinco florestas foram descobertas.
Cientistas escavam em mina em Illinois, EUA. Foto: Howard Falcon-Lang, Universidade de Bristol
Fósseis de floresta são os maiores já encontrados no mundo
Os cientistas disseram ter encontrado as florestas em camadas, umas sobre as outras. Para eles, o terreno antigo experimentou repetidos períodos de subsidência e inundações, que enterraram as matas em uma seqüência vertical.
A vegetação se tornou visível por conta da extensa atividade mineradora na área entre os Estados de Illinois, Indiana e Kentucky.
Os pesquisadores dizem que o próximo passo da pesquisa é definir com mais precisão os períodos em que os eventos geológicos ocorreram, caracterizando as condições ambientais exatas da época. Só então será possível comparar os fatores que precipitaram o antigo colapso com as circunstâncias modernas.
"Sabemos que houve aquecimento global, sabemos que as florestas tropicais colapsaram em resposta, mas ainda não entendemos o que causou este colapso", diz Falcon-Long.
"Vamos nos próximos cinco anos voltar e tentar chegar a uma boa resolução", acrescentou. "Primeiro, para saber a rapidez com que essas florestas entraram em colapso – uma década, cem anos, mil anos?"
"Também queremos saber as condições da atmosfera: se houve mudanças na atmosfera, se os níveis de dióxido de carbono estavam se elevando na atmosfera como estão hoje, e se isso estava precipitando o colapso das matas tropicais."
* Com informações do repórter Jonathan Amos, da BBC News em Liverpool.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Temperaturas no Ártico atingem nível recorde

Temperaturas no Ártico atingem nível recorde, diz relatório
Plataforma de Ward Hunt. Cortesia: Denis Sarrazin, ArcticNet/Centre d'Etudes Nordiques
Ártico reage a 'causas múltiplas' mais clara e rapidamente
A região do Ártico está neste ano registrando temperaturas de outono recordes e a segunda maior perda de gelo oceânico da história, segundo o relatório anual da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

O Annual Arctic Report Card, compilado por 46 cientistas de dez países, ressalta ainda que o Oceano Ártico está mais quente e menos salgado à medida que o gelo derrete, e que as populações de rena parecem estar em declínio.

"As temperaturas de outono estão 5º C acima do normal, um recorde, em conseqüência da grande perda de gelo oceânico nos anos recentes, que permite maior aquecimento do oceano", atesta o relatório.

Segundo o estudo, o ano de 2007 foi o mais quente já registrado no Ártico. Neste ano, as temperaturas de inverno e primavera "permanecem relativamente altas" em toda a região, "em contraste com as do século 20 e em consistência com uma influência emergente do aquecimento global".

Imagens obtidas por satélite indicam que, após um verão em derretimento, a extensão mínima do gelo ártico atingiu 4,7 milhões de quilômetros quadrados.

É apenas "um pouco" melhor do que o recorde mínimo de 4,3 milhões de quilômetros quadrados registrado há apenas um ano, em setembro de 2007, quando a cobertura de gelo do oceano ficou 39% abaixo da média de 1979-2000, e 50% abaixo da média 1950-70.

"A extensão mínima (do gelo) no verão de 2008 reforça ainda mais as fortes tendências negativas em relação ao derretimento da cobertura observado nos verões dos últimos 30 anos", diz o estudo.

Conseqüências

Como conseqüência do derretimento, o Oceano Ártico continua a se aquecer e se tornar mais doce. Outro efeito é que a taxa de elevação das águas chegou a quase 0,1 polegada (25 milímetros) por ano, uma taxa considerada "sem precedentes".

"As mudanças no Ártico mostram mais claramente do que em outras regiões um efeito dominó em decorrência de múltiplas causas", disse o oceanógrafo James Overland, do Laboratório Ambiental Marinho do Pacífico da Noaa.

"É um sistema sensível e normalmente reflete mudanças de modo relativamente rápido e dramático."

As mudanças têm efeito sobre o ecossistema da região. Manadas de renas, que vinham aumentando desde os anos 1970, agora mostram sinais de estabilidade ou declínio, de acordo com o estudo.

Além disso, populações de ganso estão aumentando e tomando outras regiões dentro do ecossistema do Ártico.

Fonte: BBC Brasil

Desmatamento gera perdas para economia

Desmatamento gera mais perdas para economia do que mercados, diz estudo
árvores derrubadas
Para economista, perdas com devastação da natureza são enormes
A economia global está perdendo mais dinheiro com o desaparecimento das florestas do que com a atual crise financeira global, segundo conclusões de um estudo encomendado pela União Européia.

A pesquisa, A Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade (Teeb, na sigla em inglês) foi realizada por um economista do Deutsche Bank. Ele calcula que os desperdícios anuais com o desmatamento vão de US$ 2 trilhões a US$ 5 trilhões. O número inclui o valor de vários serviços oferecidos pelas florestas, como água limpa e a absorção do dióxido de carbono.

O estudo tem sido discutido durante várias sessões do Congresso Mundial de Conservação, que está sendo realizado em Barcelona. Em entrevista à BBC News, o coordenador do relatório, Pava Sukhdev, enfatizou que o custo com a degradação da natureza está ultrapassando o dos mercados financeiros globais. O custo não é apenas maior, ele é contínuo”, disse Sukhdev.

“Enquanto Wall Street, segundo vários cálculos, tenha perdido entre US$ 1 trilhão a US$ 1,5 trilhão, estamos perdendo capital natural no valor de pelo menos US$ 2 a US$ 5 trilhões todos os anos”.

Pobres

O relatório foi iniciado na Alemanha quando o país ocupava a presidência rotativa da União Européia, com fundos da Comissão Européia.

A primeira, concluída em maio, apontou que as perdas com a destruição das florestas equivalem a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Segundo o economista, para entender as conclusões do estudo é preciso saber que à medida que as florestas são destruídas, a natureza pára de fornecer serviços que normalmente oferecem de graça.

Como conseqüência, o homem tem de passar a produzir tais serviços, seja pela construção de reservatórios ou de estruturas para seqüestrar dióxido de carbono ou áreas para o plantio que antes estavam disponíveis naturalmente.

Ainda segundo os dados do Teeb, os gastos com a degradação do ambiente recaem mais sobre os mais pobres, que tiram boa parte de seu sustento diretamente da floresta, principalmente nas áreas tropicais.

Para as nações do Ocidente, as maiores gastos se refletiriam com as perdas dos elementos absorvedores naturais dos gases poluentes.

O relatório tomou como base o Stern Review, um estudo divulgado em 2006 na Grã-Bretanha, que analisa o impacto econômico do aquecimento global e afirma as mudanças climáticas podem causar o mais profundo e extenso dano à economia mundial já visto.

“Os dados divulgados no Stern Review fizeram com que os políticos acordassem para a realidade”, afirmou Andrew Mitchell, diretor do Programa Global Canopy, uma organização que canaliza recursos financeiros para a preservação florestal.

“O Teeb terá o mesmo valor, e mostrará os riscos que nós corremos se não os avaliarmos corretamente”.

Alguns participantes do evento esperam que o novo estudo será uma nova forma de convencer legisladores a criar políticas que financiem a proteção da natureza em vez de permitir que o declínio de ecossistemas e espécies continue.
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