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sábado, 11 de dezembro de 2010
Concerto de Aranjuez
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Biblioteca Digital Mundial
Certo dia um amigo meu me mandou pelo messenger esta notícia! Sim foi inaugurada em Paris. É da Unesco. Existe um belo acervo cultural esperando por ser garimpado! Está traduzida em vários idiomas não deixem de conferirAprendendo a navegar a gente amplia fotos, assiste documentários, envia manuscritos raros.. Passem adiante para filhos, sobrinhos, netos, amigos! Para acessá-la em Português vai o link logo abaixo:
sábado, 25 de outubro de 2008
Jean Sibelius-Finlândia clássico-romantismo

Jean Sibelius (8 de dezembro de 1865 – 20 de setembro de 1957) foi um compositor finlandês de música erudita, e um dos mais populares compositores do final do Século XIX e início do Século XX. Sua genialidade musical também teve importante papel na formação da identidade nacional finlandesa. Sibelius nasceu numa família que falava sueco e residia na cidade de Hämeenlinna, no Grão-Ducado da Finlândia, então pertencente ao Império Russo. Seu nome de batismo é Johan Julius Christian Sibelius e ele era conhecido como Janne por sua família, mas durante seus anos de estudo ele teve a idéia de usar a forma francesa de seu nome, Jean, após ver uma pilha de cartões postais de um tio seu, que havia viajado de navio.
Significativamente, indo de encontro ao largo contexto do então proeminente movimento Fennoman e suas expressões do nacionalismo romântico, sua família deciciu mandá-lo para um importante colégio de língua finlandesa, e ele freqüentou o The Hämeenlinna Normal-lycée de 1876 a 1885. O nacionalismo romântico ainda iria se tornar uma parte crucial na produção artística de Sibelius e na sua visão política.
A principal parte da música de Sibelius é sua coleção de sete sinfonias. Como Beethoven, Sibelius usou cada uma delas para trabalhar uma idéia musical e/ou desenvolver seu próprio estilo. Suas sinfonias continuam populares em gravações e salas de concerto.
Dentre as composições mais famosas de Sibelius, destacam-se:Concerto para Violino e Orquestra em ré menor (obra de grande expressão,melodiosidade profunda e virtuosismo,que goza de grande popularidade entre os violinistas e o público,tornando-se em um dos concertos para violino mais executados nas salas de concerto),Finlandia, Valsa Triste (o primeiro movimento da suíte Kuolema), Karelia Suite e O Cisne de Tuonela (um dos quatro movimentos da Lemminkäinen Suite). Outros trabalhos incluem peças inspiradas no poema épico Kalevala, cerca de 100 canções para piano e voz, música incidental para 13 peças, uma ópera (Jungfrun i tornet, A Senhora na Torre), música de câmara, peças para piano, 21 publicações separadas para coral e músicas para rituais maçônicos. Até meados de 1926 foi prolífico; entretanto, apesar de ter vivido mais de 90 anos, ele quase não completou composições nos últimos 30 anos de sua vida, após sua Sétima Sinfonia em 1924 e o poema musicado Tapiola em 1926.
Família e vida pessoal
Sibelius terminou o ensino médio em 1885. Ele começou a estudar Direito na Aleksander's Imperial University em Helsinki, mas a música sempre foi a responsável por suas melhores notas na escola e Sibelius parou seus estudos. De 1885 a 1889, Sibelius estudou música na escola de música de Helsinki (hoje a Sibelius Academy). Um de seus professores foi Martin Wegelius. Sibelius continuou estudando em Berlim de 1889 a 1890, e em Viena de 1890 a 1891.
Jean Sibelius casou-se com Aino Järnefelt (1871-1969) na cidade de Maxmo em 10 de junho de 1892. A casa de Jean e Aino, a Ainola, foi concluída no Lago Tuusula, na cidade de Järvenpää, Finlândia, em 1903, onde eles viveram durante o resto de suas longas vidas. Eles tiveram seis filhas: Eva, Ruth, Kirsti (que morreu muito jovem), Katarine, Margaret e Heidi.
Em 1911 ele se submeteu a uma séria cirurgia por suspeita de câncer na garganta; esta perspectiva de morte coloriu diversas composições suas na época, incluindo Luonnotar e sua Quarta Sinfonia.
Sibelius amava a natureza, e o estilo "natural" freqüentemente impregnava sua música. Sobre sua Sexta Sinfonia, ele disse que ela "sempre lhe lembrava a queda dos primeiros flocos de neve". Dizem que as florestas ao redor da Ainola tiveram grande influência em sua composição Tapiola. Erik Tawaststjerna, biógrafo de Sibelius, disse:
| «Mesmo para os padrões nórdicos, Sibelius respondeu com uma excepcional intensidade às variações da natureza e as mudanças de estações: ele cruzou os céus com seu binóculo para ver os gansos sobrevoando o lago congelado, ouviu o grasnar dos grous e escutou os ecos do choro dos curleus sobre os brancos campos ao redor de Ainola.» | |
| (Erik Tawaststjerna) |
Tawaststjerna também fala a respeito de uma história sobre a morte de Sibelius:
| «Ele estava retornando de sua costumeira caminhada matinal. Maravilhado, contou à sua esposa Aino que havia visto um bando de curleus se aproximando. "Aí vêm eles, os pássaros da minha juventude" – exclamou ele. Repentinamente um dos pássaros saiu da formação e, voando, fez um círculo contornando Ainola. Então retornou à sua formação e continou voando em sua jornada com o bando. Dois dias depois, Sibelius morria de uma hemorragia cerebral.» | |
| (Erik Tawaststjerna) |
Sibelius morreu em 20 de setembro de 1957 em Ainola, onde ele está enterrado num jardim. Aino viveu ainda por doze anos até morrer em 8 de junho de 1969, sendo então enterrada junto do marido.
Em 1972, as duas filhas de Sibelius ainda vivas venderam Ainola ao Estado da Finlândia. O então Ministro da Educação, junto da Sibelius Society, a transformaram num museu, aberto em 1974.
Estilo musical
Sibelius fez parte de um grupo de compositores que aceitou as normas de composição do Século XIX. Como muitos de seus contemporâneos, ele apreciou Wagner, mas apenas durante certo tempo, escolhendo depois um caminho musical diferente. Pensando na ópera como impulsionador de sua carreira, Sibelius começou a estudar as partituras das óperas Tannhäuser, Lohengrin, e Die Walküre de Wagner. Ele então partiu para o Festival de Bayreuth onde ainda ouviu Parsifal, que teve grande efeito sobre ele. Ele escreveu à esposa pouco tempo depois, "nada no mundo me impressionou dessa forma, fazendo vibrar as cordas do meu coração". Sibelius então começou a trabalhar em uma ópera intitulada Veneen luominen (A Construção do Barco).
Entretanto, sua apreciação por Wagner se esvaiu, e pouco tempo depois, Sibelius rejeitou a técnica de composição de Wagner conhecida como Leitmotiv, alegando esta ser muito deliberada e calculada. Deixando a ópera, o material musical da incompleta Veneen luominen eventualmente tomou forma como a Lemminkäinen Suite, em 1893.
Outras influências primárias incluem Ferruccio Busoni, Anton Bruckner e Tchaikovsky, sendo este último particularmente evidente na Sinfonia N. 1 em Mi Menor (1899) de Sibelius, e mais tarde em seu Concerto para Violino de 1905.
Entretanto, ele progressivamente abandonou as diretrizes de composição da forma-sonata em seu trabalho e, ao invés de múltiplos contrastes de temas, ele ficou na idéia de envolver continuamente células e fragmentos culminando em um grande e único tema. Dessa forma, seu trabalho pode ser visto como um desenvolvimento único, com permutações e derivações dos temas levando o trabalho adiante. A síntese é muitas vezes tão completa e orgânica que leva a pensar que ele começou pelo final, escrevendo rumo ao início, de trás para frente.
Crítica
Sibelius foi muitas vezes criticado como uma figura reacionária da música clássica do Século XX. Apesar das inovações da Segunda Escola de Viena, ele continuou a escrever num idioma estritamente tonal. Entretanto, críticos que procuraram re-avaliar a música de Sibelius têm citado sua auto-estrutura interna, que destila tudo em umas poucas idéias motívicas permitindo à música crescer organicamente. Esta natureza severa da orquestração de Sibelius é geralmente creditada como uma representação da "característica finlandesa", extirpando o supérfluo da música.
Esta auto-estrutura interna contrasta profundamente com o estilo sinfônico de Gustav Mahler, o grande rival de Sibelius na composição sinfônica. Enquanto a variação temática desempenhou um importante papel nos trabalhos de ambos os compositores, Mahler fez uso de disjunções, mudanças abruptas e contrastes de temas, enquanto Sibelius transformava lentamente elementos temáticos. O compositor finlandês escreveu que admirava a severidade de estilo e a profunda lógica que ligava intimamente os temas – a opinião de Mahler era justamente o oposto, de que uma sinfonia deveria ser um mundo, abraçando a tudo.
Apesar disso, os dois rivais encontraram campos comuns na música. Como Mahler, Sibelius fez uso freqüente tanto de música folclórica quanto de literatura na composição de seus trabalhos. O movimento lento de sua Segunda Sinfonia baseou-se no motivo do Commandatore em Don Giovanni, enquanto sua Quarta Sinfonia combinou o trabalho de uma planejada "Sinfonia da Montanha" com um poema sinfônico baseado no trabalho O Corvo, de Edgar Allan Poe. Sibelius também escreveu vários poemas sinfônicos baseados na poesia finlandesa, sendo En Saga o primeiro e Tapiola o último, sua última grande composição.
As melodias de Sibelius muitas vezes possuíam poderosas implicações modais. Ele estudou a polifonia renascentista assim como um de seus contemporâneos, o compositor dinamarquês Carl Nielsen, e a música de Sibelius freqüentemente reflete essa influência. Ele muitas vezes variou seus movimentos em uma peça mudando os valores das notas nas melodias, ao invés da mudança convencional de tempo, desenhando uma melodia sobre determinadas notas enquanto deixava fluir outra melodia num ritmo mais lento. Sua Sétima Sinfonia, por exemplo, é composta de quatro movimentos sem pausas, onde cada tema importante está em dó maior ou dó menor; a variação vem do tempo e do ritmo. Sua linguagem harmônica era geralmente restrita, até iconoclasta, quando comparada a de muitos de seus contemporâneos que já experimentavam o Modernismo musical. Como reportado no jornal Manchester Guardian em 1958, Sibelius sumarizou seus últimos trabalhos dizendo que, enquanto a maioria dos outros compositores estavam preocupados em oferecer coquetéis à audiência, ele oferecia água pura e gelada.
Por causa de seu conservadorismo, a música de Sibelius é algumas vezes considerada insuficientemente complexa, mas ele sempre obteve respeito de seus mais modernos companheiros. No final da vida ele foi premiado pelo crítico Olin Downes, que escreveu uma biografia, mas foi atacado pelo crítico e compositor Virgil Thomson. Talvez uma razão para que Sibelius tenha atraído tanto a ira quanto a admiração dos críticos é que em cada uma de suas sete sinfonias ele abordou os problemas básicos de forma, tonalidade e arquitetura de maneira única e individual. Por um lado, sua criatividade sinfônica e tonal foi moderna, mas outros entenderam que a música deveria ter tomado um rumo diferente. A resposta de Sibelius à critica foi ríspida:
| «Não preste atenção ao que os críticos dizem. Nunca nenhum prêmio foi dado a um crítico.» | |
| (Jean Sibelius) |
Evolução
Com o tempo, Sibelius procurou usar novos padrões de acordes, incluindo trítonos puros – como em sua Quarta Sinfonia – e estruturas melódicas simples para construir longos movimentos na música, de uma maneira similar ao uso das dissonâncias de Joseph Haydn. Sibelius de vez em quando alternava seções melódicas com acordes fortes de metais que diminuem e somem aos poucos, ou baseava sua música em figuras repetidas que antagonizavam a melodia e a contra-melodia.
Em 1926, houve um acentuado declínio na produção de Sibelius. Após sua Sétima Sinfonia, ele produziu poucas obras durante o resto de sua vida. Diz-se que as duas mais significantes foram a música incidental para A Tempestade, de Shakespeare, e o poema musical Tapiola. Durante os últimos quase trinta anos de sua vida, Sibelius até evitava falar de sua música.
Existem evidências substanciais de que Sibelius trabalhou no que seria sua Oitava Sinfonia. Ele chegou a prometer sua estréia a Serge Koussevitzky em 1931 e 1932, e uma execução em Londres em 1933 sob a regência de Basil Cameron foi até anunciada ao público. Entretanto, a única evidência concreta da existência da sinfonia em papel é um esboço do que seria uma cópia do primeiro movimento [1]. Sibelius sempre foi muito auto-crítico, ele sempre dizia aos amigos que, se não pudesse compor uma sinfonia melhor que a Sétima, então esta seria sua última. Uma vez que nenhum manuscrito sobreviveu, fontes consideram que o próprio Sibelius destruiu todas as partituras, provavelmente em 1945, já que durante este ano ele certamente atirou uma grande quantidade de papéis às chamas, na presença de sua esposa [2].
Sibelius entrou e saiu de moda, mas continuou como um dos mais populares sinfonistas do Século XX, com o completo ciclo de suas sinfonias sendo sempre regravado. Em seu próprio tempo, entretanto, ele focou muito mais a música de câmara para uso doméstico – muito mais rentável – e ocasionalmente para trabalhos em palco. Eugene Ormandy e, em menor escala, seu predecessor Leopold Stokowski, foram os maiores divulgadores da música de Sibelius à audiência americana, tendo o próprio Ormandy desenvolvido amizade junto a Sibelius ao longo de sua vida. Atualmente, Paavo Berglund e Colin Davis são considerados os maiores expoentes na música de Sibelius. Outros conjuntos de gravações notáveis foram produzidos por John Barbirolli, Vladimir Ashkenazy, Leonard Bernstein, Simon Rattle e Lorin Maazel. Herbert von Karajan também se associou a Sibelius, gravando todas as suas sinfonias, exceto a Terceira – algumas delas mais de uma vez. Recentemente, Osmo Vänskä e a Lahti Symphony Orchestra executaram o ciclo completo de Sibelius, incluido peças não-publicadas e retratadas, como as primeiras versões da Quinta Sinfonia (1915) e o Concerto para Violino (1903), sendo largamente aclamados pela crítica.
A seguir eu postei um vídeo que expressa uma das melhores obras desse misterioso e fascinante compositor! É como um hino a liberdade,uma explendida rapsódia que considero maravilhosa, e seu nome é justamente o país de origem do compositor, Finlândia! Isso mesmo! Observem a profundidade dessa maravilhosa composição musical, e analizem quão grande era o seu talento musical!!!
Fonte:Wikipédia
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Wolfgang Amadeus Mozart

| Nascimento | 27 de Janeiro de 1756 Salzburgo |
|---|---|
| Falecimento | 5 de Dezembro de 1791 Viena |
| Nacionalidade | Austríaca |
| Ocupação | compositor e pianista erudito |
| Período musical | Classicismo |
Wolfgang Amadeus Mozart nasceu a 27 de Janeiro de 1756, pelas 8:00h da noite, na cidade de Salzburgo, na Áustria, o último dos 7 filhos de Leopold Mozart e Anna Maria Pertl Mozart, tendo sido baptizado um dia depois, na Catedral de São Ruperto, com o nome latino de Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart. Mozart passou a vida a mudar a forma como se chamava e a forma como era chamado pelos outros.Os dois primeiros nomes de baptismo recordam que o seu dia de nascimento, 27 de Janeiro, que era o dia de São João Crisóstomo. "Wolfgangus" era o nome do seu avô materno. "Theophilus" era o nome do seu padrinho, o negociante Johannes Theophilus Pergmayr.
Mozart continuou, mais tarde, a fazer modificações ao seu nome, em especial o nome do meio, "Theophilus" (Teófilo) que significa, em grego, "Amigo de Deus". Só em raras ocasiões usou a versão latina deste nome, "Amadeus", que hoje tornou-se a mais vulgar. Preferia a versão francesa Amadé ou Amadè. Usou também as formas italiana "Amadeo" e alemã "Gottlieb".
Mozart foi uma criança prodígio. Filho de uma família musical burguesa, começou a compôr minuetos para cravo com a idade de cinco anos. O seu pai Leopold Mozart foi também compositor, embora de menor relevo. Algumas das primeiras obras que Mozart escreveu enquanto criança foram duetos e pequenas composições para dois pianos, destinadas a serem interpretadas conjuntamente com sua irmã, Maria Anna Mozart, conhecida por Nannerl.
Em 1763 seu pai o levou, junto com a sua irmã Nannerl, então com 12 anos, numa viagem pela França e Inglaterra. Em Londres, Mozart conheceu Johann Christian Bach, último filho de Johann Sebastian Bach, que exerceria grande influência em suas primeiras obras.
Entre 1770 e 1773 visitou a Itália por três vezes. Lá, compôs a ópera Mitridate, re di Ponto que obteve um êxito apreciável. A eleição, em 1772, do conde Hieronymus Colloredo como arcebispo de Salzburgo mudaria esta situação. A Sociedade da Corte vienense implicava com a origem burguesa e os modos de Mozart, e Colloredo não admitia que um mero empregado - que era o estatuto dos músicos, nessa época - passasse tanto tempo em viagens ao estrangeiro. O resto dessa década foi passado em Salzburgo, onde cumpriu os seus deveres de "Konzertmeister" (mestre de concerto), compondo missas, sonatas de igreja, serenatas, divertimentos e outras obras. Mas o ambiente de Salzburgo, cada vez mais sem perspectivas, levava a uma constante insatisfação de Mozart com a sua situação.
Em 1781, Colloredo ordena a Mozart que se junte a ele e sua comitiva em Viena. Insatisfeito por ser colocado entre os criados, pediu a demissão. A partir daí passa a viver da renda de concertos, da publicação de suas obras e de aulas particulares, sendo pioneiro nessa tentativa autônoma de comercialização de sua obra. Inicialmente tem sucesso, e o período entre 1781 e 1786 é um dos mais prolíficos de sua carreira, com óperas (Idomeneo - 1781, O Rapto do Serralho - 1782), as sonatas para piano, música de câmara (especialmente os seis quartetos de cordas dedicados a Haydn) e principalmente com uma deslumbrante seqüência de concertos para piano. Em 1782 casa, contra a vontade do pai, com Constanze Weber. Constanze era irmã mais jovem de Aloisia Weber Lange, cantora lírica por quem Mozart se apaixonara poucos anos antes.
Em 1786, compõe a primeira ópera em que contou com a colaboração de Lorenzo da Ponte: As bodas de Fígaro. A ópera fracassa em Viena, mas faz um sucesso tão grande em Praga que Mozart recebe uma encomenda de uma nova ópera. Esta seria Don Giovanni, considerada por muitos a sua obra-prima. Mais uma vez, a obra não foi bem recebida em Viena. Mozart ainda escreveria Così fan tutte, com libreto de Da Ponte, em 1789 (que seria a última colaboração de Lorenzo da Ponte).
A partir de 1786 sua popularidade começou a diminuir junto do público vienense, o que agravaria a sua condição financeira. Isso não o impediu de continuar compondo obras-primas, como Quintetos de cordas (K.515 em Dó maior, K.516 em Sol menor em 1787), Sinfonias (K.543 em Mi bemol maior (nº39); K.550 em Sol menor (nº40), que a sua música mais importante e famosa; K.551 em Dó maior (nº41) em 1788), e um Divertimento para Trio de Cordas (K.563 em 1788), mas nos seus últimos anos a sua produção declinou devido a problemas financeiros, à precariedade da sua saúde e da sua esposa Constanze; aliados a uma crescente preocupação do compositor em relação à sinceridade do amor que esta o dedicava e à crescente frustração com o não reconhecimento.
Em 1791 compõe suas duas últimas óperas: A Flauta Mágica e A Clemência de Tito, seu último concerto para piano (K.595 em si bemol maior) e o belo Concerto para clarinete em lá maior (K.622). Na primavera desse ano, recebe a encomenda de um Requiem (K.626). Contudo, trabalhando em outros projetos e com a saúde cada vez mais enfraquecido, morre a 5 de Dezembro, deixando a obra inacabada (há uma lenda que diz que o Requiem estaria sendo composto para tocar em sua própria missa de sétimo dia). Será completada por Franz Süssmayr, seu discípulo. Mozart é enterrado numa vala comum, em Viena.
Köchel numerou as sinfonias de Mozart de 1 a 41. Mais tarde, outras sinfonias foram descobertas, elevando o número total de sinfonias de Mozart para 50. Quando pensamos, porém, nas sinfonias de Beethoven, Schubert, Schumann, Brahms, e Mahler, as primeiras 30 dessas peças não merecem verdadeiramente ser chamadas de sinfonias. São peças curtas, cuja duração às vezes não ultrapassa cinco minutos, escritas para uma orquestra pequena, e que em geral inclui apenas os instrumentos de cordas, dois oboés ou duas trompas. Segundo o conceito actual de sinfonia, Mozart compôs apenas as 10 que estão numeradas de 31 a 41. Note-se que a Sinfonia No. 37 de Mozart (assim numerada por Köchel) foi composta, de fato, por Michael Haydn (irmão de Franz Joseph Haydn), como se veio a demonstrar mais tarde, ainda que Mozart tenha composto um dos movimentos da obra. As sinfonias numeradas de 25 a 30 também costumam despertar algum interesse, mas não são geralmente consideradas de qualidade comparável à das dez últimas.
A primeira grande sinfonia de Mozart, chamada Sinfonia Paris, composta em 1778 durante uma viagem de Mozart a Paris. É também a mais ricamente orquestrada de todas as sinfonias de Mozart: sua orquestração inclui duas flautas, dois oboés, duas clarinetas (é a primeira vez que Mozart as emprega numa sinfonia), 2 fagotes, 2 trompas, 2 trompetes, 2 tímpanos (ré, lá) e cordas. Mozart nunca usou trombone em nenhuma de suas sinfonias. Aliás, o uso de trombones era raro na época, mesmo em orquestra de ópera, em geral mais rica do que a usada nas sinfonias. Apenas se regista o seu uso nas óperas Idomeneo, Don Giovanni, A Flauta Mágica, e no Requiem. Em Idomeneo, por exemplo, três trombones aparecem numa única cena, em que a voz de Netuno anuncia aos habitantes de Creta as condições para que o tsunami pare de assolar a ilha. Em Don Giovanni, três trombones aparecem na cena do cemitério, em que a estátua do comendador fala com Don Giovanni, e novamente na cena final, em que o fantasma do comendador comparece ao banquete convidado por Don Giovanni. Em A Flauta Mágica, Mozart chegou a usar 5 trombones! No Requiem, um solo de trombone anuncia o Tuba Mirum, de modo que se pode dizer que, em Mozart, o trombone anuncia sempre algum tipo de comunicação com o sobrenatural.
Mozart queria impressionar os parisienses, e a Sinfonia "Paris" começa de maneira bombástica, com quatro acordes em forte na orquestra inteira seguidos de semi-colcheias rapidamente ascendentes nas cordas, flautas e fagotes, dando uma sensação de fogo-de-artifício. O primeiro movimento da sinfonia transcorre num clima festivo, com os "fogos de artifício" explodindo aqui e ali. O segundo movimento, Andante 6/8, é uma dança francesa, delicada e elegante, lembrando um quadro de Fragonard. O terceiro e último movimento, Allegro, começa com uma tremedeira cheia de expectativa só nos violinos, que explode num tutti (acorde de ré), como o estourar de uma rolha de champanhe, e a festa começa.
Outra obra marcante. Mozart e sua mulher deixaram Salzburgo às 9:30 da manhã a 27 de outubro de 1783 com destino a Linz, na Áustria. Assim que lá chegaram, Mozart escreveu uma carta a seu pai, datada de 31 de outubro, na qual dizia: Preciso dar um concerto aqui e, como não trouxe comigo nenhuma sinfonia, estou compondo uma nova o mais rápido que posso. O concerto estava marcado para 4 de novembro, o que significa que Mozart teria 4 dias para compor! E, de fato, a 4 de novembro, a nova sinfonia de Mozart foi apresentada ao público. Nem mesmo um gênio como Mozart poderia compor uma sinfonia como a Linz em apenas quatro dias. Essa carta de Mozart parece só fazer sentido se ele já tinha concebido mentalmente a totalidade da sinfonia quando entrou na carruagem em Salzburgo, já que se calcula que levaria uns três ou quatro dias só para passar a sinfonia para o papel (trabalhando muito rapidamente) mais, talvez, uns dois dias para mandar copiar as partes de cada instrumento e distribuí-las aos músicos (desde que ele tivesse um excelente time de copistas à sua disposição), ensaiar e reger a Linz. O fato é que, mesmo tendo sido composta às pressas, a Sinfonia Linz é um exemplo de arte clássica, bela e bem proporcionada em todas as suas partes, expressando os mais inefáveis e ardentes desejos, num monumento sinfônico digno de figurar ao lado das sinfonias de Mahler e de Beethoven. Podemos ouvir as rodas da carruagem no primeiro movimento da Linz.
Quer saber como eu componho? Posso dizer-lhe apenas isto: quando me sinto bem disposto, seja na carruagem quando viajo, seja de noite quando durmo, ocorrem-me idéias aos jorros, soberbamente. Como e donde, não sei. As que me agradam, guardo-as como se tivessem sido trazidas por outras pessoas, retenho-as bem na memória e, uma após a outra, delas tomo a parte necessária, para fazer um pastel segundo as regras do contraponto, da harmonia, dos instrumentos, etc. Então, em profundo sossego, sinto aquilo crescer, crescer para a claridade de tal forma que a obra mesmo extensa se completa na minha cabeça e posso abrangê-la de um só relance, como um belo retrato ou uma bela mulher... Quando chego neste ponto, nada mais esqueço, porque boa memória é o maior dom que Deus me deu.
— Mozart, numa carta o seu processo de composição
Foi composta em Viena em 1786. Em janeiro de 1787, Mozart fez uma viagem a Praga, onde ele estreou sua sinfonia no dia 19 daquele mês. Assim como a Linz, esta sinfonia também tem uma introdução lenta. Haydn quase sempre punha uma introdução lenta nas suas sinfonias; Mozart raras vezes o fazia. Este é um monumento sinfônico comparável à Linz, com um segundo tema extremamente comovente no primeiro movimento.
A Sinfonia No. 40 em Sol Menor, K550 é a única dessas dez em tonalidade menor.
Na sinfonia em sol menor de Mozart, pode-se ouvir o canto dos anjos.
— Schubert, seu tom de angústia é, ao mesmo tempo, tão comovente que levou Schubert a exclamar
As sinfonias nos. 39 e 40 foram inicialmente escritas sem clarinetas. Clarinetas eram raras no tempo de Mozart; o instrumento havia sido recentemente inventado, e Mozart foi um dos primeiros a compor para ele. Mozart não esperava contar com uma orquestra que possuísse clarinetas para poder executar as suas sinfonias. Mais tarde, porém, ele mudou de idéia e resolveu refazer a orquestração das sinfonias nº. 39 e 40 para incluir duas clarinetas (para isto, ele só precisou realmente alterar as partes de oboé). A versão que nós ouvimos dessas duas sinfonias hoje em dia é quase sempre a versão com as clarinetas.
A última sinfonia de Mozart. Quem lhe deu este título foi o editor musical inglês que publicou a partitura após a morte de Mozart, pela "alta elevação de idéias e nobreza de tratamento." É o deus grego passeando por entre as nuvens, exibindo sua beleza e majestade. Está orquestrada para 1 flauta, dois oboés, 2 fagotes, 2 trompas, 2 trompetes, tímpanos (do, sol) e instrumentos de cordas. É interessante notar que, sempre que aparecem tímpanos em Mozart, aparecem também trompetes. Só existe um exemplo de tímpanos sem trompetes na música de Mozart: na Serenata Notturna, K239. Os tímpanos, quando aparecem, são sempre dois: um na tônica, outro na dominante.
Embora tenha composto obras primas em todos os gêneros musicais existentes, Mozart parecia manifestar o melhor do seu gênio naquelas situações em que um solista tem que se defrontar com uma orquestra, como nas árias de ópera e nos concertos. Seria isto uma metáfora da contraposição indivíduo/sociedade, ou do gênio que se destaca dos seus contemporâneos? Pode ser, mas nos concertos para piano nós temos a vantagem adicional de que ele próprio era virtuoso do instrumento para o qual estava escrevendo, e isto explica por que encontramos mais obras primas de Mozart entre os concertos para piano que entre as sinfonias, por exemplo, ou os quartetos de cordas.
Köchel numerou os concertos para piano de Mozart de 1 a 27. Só que Köchel não sabia que os que ele numerou de 1 a 4 não são obras originais de Mozart, são só arranjos que Mozart fez para piano e orquestra de sonatas para cravo de outros compositores. Esses arranjos são pièces d'occasion, meros pastiches que Mozart fez aos 11 anos de idade, que ele provavelmente nem sequer pensava em guardar para a posteridade. Além disso, Köchel incluiu entre os "concertos para piano" um que é na realidade para três pianos (no. 7, K242) e outro para dois pianos (no. 10, K365). Subtraindo então estes 6 dos 27 que Köchel numerou, ficamos com 21 concertos para piano e orquestra de Mozart.Aqui explicamos um pouco da vida e das grandes obras de Mozart! Se quiser se aprofundar no assunto é só visitar a Wikipédia, a enciclopédia livre, clicando aqui!
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Ludwig van Beethoven

Ludwig van Beethoven nasceu em Bonn (Alemanha), 16 de dezembro de 1770 —morreu em Viena (Áustria), 26 de março de 1827) foi um compositor erudito alemão do período de transição entre o Classicismo (século XVIII) e o Romantismo (século XIX). É considerado como um dos pilares da músical ocidental, pelo incontestável desenvolvimento tanto da linguagem quanto do conteúdo musical demonstrado em suas obras. Hans von Bülow faz referência de Beethoven como um dos "três Bs da música" (os outros dois seriam Bach e Brahms), considerando as suas 32 sonatas para piano como o Novo Testamento da música.Biografia Beethoven foi batizado em 17 de Dezembro de 1770, tendo nascido presumivelmente no dia anterior na Renânia do Norte (Alemanha), segundo o costume de então. Sua família era de origem flamenga; seu avô Lodewijk van Beethoven, de quem herdou o nome, nasceu na Antuérpia em 1712, e emigrou para Bonn. Descendia de artistas, pintores e escultores. Era músico e foi nomeado regente da Capela arquiepiscopal na corte da cidade de Colônia. Na mesma capela seu filho, pai de Ludwig, era tenor e também lecionava. Foi dele que Beethoven recebeu as suas primeiras lições de música. Devido à sua tez morena e cabelos muito negros era chamado de "o espanhol". A mãe de Beethoven, Maria Magdalena Kewerich (1746-1787), era filha do chefe das cozinhas do príncipe da Renânia, Johann Heinrich Keverich. Casou-se duas vezes. O primeiro marido foi Johann Leym (1733-1765). Tiveram apenas um filho, Johann Peter Anton, que nasceu e morreu em 1764. Depois da morte do marido, Magdalena, viúva, casou-se com Johann van Beethoven (1740-1792), músico alcoólatra. Tiveram sete filhos: o primeiro Ludwig Maria que nasceu e morreu no ano de 1769; o segundo Ludwig van Beethoven (1770-1827), o compositor, que morreu com 56 anos; o terceiro Kaspar Anton Carl van Beethoven (1774-1815) que também tinha dotes para a Música e que morreu com 41 anos; o quarto Nicolaus Johann van Beethoven (1776-1848), que se tornou muito rico, graças à indústria farmacêutica, e que morreu com 72 anos; a quinta Anna Maria, que nasceu e morreu em 1779; o sexto Franz Georg (1781-1783), que morreu com dois anos de idade; e a sétima Maria Magdalena (1786-1787), que morreu com apenas um ano de idade. Portanto, Beethoven – que foi o terceiro filho da sua mãe e o segundo do seu pai – teve sete irmãos, cinco dos quais morreram na infância. Quanto aos irmãos vivos, Beethoven foi o primeiro, Caspar foi o segundo e Nicolaus o terceiro. Ludwig, que era canhoto[1], nunca teve estudos muito aprofundados mas sempre revelou um talento excepcional para a música. Com apenas nove anos de idade foi confiado a Christian Gottlob Neefe (1748-1798) que lhe deu a conhecer os grandes mestres alemães da música. Compôs as suas primeiras peças aos onze anos. Os seus progressos foram de tal forma notáveis que em 1784 já era segundo organista da capela do Eleitor. Pouco tempo depois foi violoncelista na orquestra da corte. Em 1787 foi enviado para Viena para estudar com Joseph Haydn. Existem especulações históricas sobre um provável encontro entre Beethoven e Wolfgang Amadeus Mozart mas não existe nenhum fato histórico que possa comprovar esta hipótese. Em 1792, mudou-se para Viena, e, afora algumas poucas viagens, permaneceria lá para o resto da vida. Durante os anos 1790, firmou uma sólida reputação como pianista e compôs suas primeiras obras-primas: as três Sonatas para piano Op.2 (1795), o concerto para piano No.1 em Dó maior Op.15 (1795), a sonata No.8 em Dó menor Op.13 [Pathétique] (1798), e os seis quartetos de cordas Op.18 (1800). Em 2 de Abril de 1800 sua sinfonia nº1 em Dó maior Op. 21 estréia em Viena, mas no ano seguinte ele confessa aos amigos que não estava satisfeito com o que tinha composto até então e que havia decidido seguir “um novo caminho”. Por volta de seus 24 anos (1794), Beethoven sentiu os primeiros indícios de surdez. Consultou vários médicos, inclusive o médico da corte de Viena, fez curativos, realizou balneoterapia, usou cornetas acústicas, mudou de ares, mas os seus ouvidos permaneciam enrolhados. Desesperado, entrou em profunda crise depressiva e pensou em suicidar-se. Em 1802, escreve o seu testamento aos seus dois irmãos vivos Karl e Johann: é o «Testamento de Heilingenstadt». Dentre seus problemas de saúde, ficou com o rosto marcado pela varíola. Embora tenha feito muitas tentativas para tratá-la durante os anos seguintes, a doença continuou a progredir e, aos 46 anos (1816), estava praticamente surdo. Porém, ao contrário do que muitos pensam, Beethoven jamais perdeu toda a audição, muito embora não tivesse mais, em seus últimos anos, condições de acompanhar uma apresentação musical ou de perceber nuances timbrísticas. Em sua obra 'Uma Nova História da Música', Otto Maria Carpeaux afirma que Beethoven assistiu à primeira apresentação pública da sua 9ª Sinfonia (ao lado de Umlauf, que a regeu, como ficou registrado por Schindler e mais tarde por Grove), mas abstraído na leitura da partitura, não pôde perceber que estava sendo ovacionado até que Umlauf tocando seu braço, voltou sua atenção à sala, e Beethoven se inclinou diante do público que o aplaudia. De 1816 até 1827, ano da sua morte, ainda conseguiu compor cerca de 44 obras musicais. Em 1803 Beethoven começa a trilhar aquele “novo caminho” com a sinfonia nº 3 em Mi bemol maior Op.55 [Eroica], uma obra sem precedentes na história da música sinfônica, considerada o início do período Romântico na Música Erudita. Os anos seguintes à Eroica foram de extraordinária fertilidade criativa e viram surgir numerosas obras-primas: a sonata para piano nº 21 em Dó maior Op.53 [Waldstein] (1804), a sonata para piano nº 23 em Fá menor Op.57 [Appassionata] (1805), a sinfonia nº 4 em Si bemol maior Op.60 (1806), os três quartetos de cordas Op.59 [Razumovsky] (1806), a sinfonia No.5 em Dó menor Op.67 (1808), a sinfonia nº 6 em Fá maior Op.68 [Pastoral] (1808), o concerto para piano nº 4 em Sol maior Op.58 (1807), o concerto para violino em Ré maior Op.61 (1806), o concerto para piano nº 5 em Mi bemol maior Op. 73 [Imperador] (1809), o quarteto em Fá menor op.95 [Serioso] (1811), a sinfonia nº 7 em Lá maior Op.92 (1812), a sinfonia nº 8 em Fá maior (1812), e a primeira versão da única ópera de Beethoven, Fidelio (a versão definitiva é de 1814). Beethoven escreveu música incidental, gênero destinado a ilustrar uma peça teatral, para a tragédia Egmont, de Goethe. (Uma abertura seguida de nove números musicais) Muito se conta do encontro entre Goethe e Beethoven. Depois de 1812, a surdez progressiva aliada à perda das esperanças matrimoniais e problemas com a custódia do sobrinho o levaram a uma crise criativa que faria com que durante esses anos ele escrevesse poucas obras importantes. A partir de 1818 Beethoven, aparentemente recuperado, passou a compor mais lentamente, mas com um vigor renovado. Surgem então algumas de suas maiores obras: a sonata nº 29 em Si bemol maior op.106 [Hammerklavier] (1818), a sonata nº 30 em Mi maior Op.109, a sonata nº 31 em Lá bemol maior Op.110 (1822), a sonata nº 32 em Dó menor Op.111 (1822), as "Variações Diabelli" Op.120 (1823), a Missa Solemnis Op.123 (1823). A culminância desses anos foi a Sinfonia nº 9 em Ré menor Op.125 (1824), para muitos a sua obra-prima. Pela primeira vez é inserido um coral num movimento de uma sinfonia. O texto é uma adaptação do poema de Schiller, "Ode à Alegria", feita pelo próprio Beethoven. Os anos finais de Beethoven foram dedicados quase que exclusivamente à composição de quartetos de cordas. Foi nesse meio que ele produziu algumas de suas mais profundas e visionárias obras, como o quarteto em Mi bemol maior Op.127 (1825), o quarteto em Lá menor Op.132 (1825), o quarteto em Si bemol maior Op.130 (1826), a "Grande Fuga" Op.133 (1826), o quarteto em Dó sustenido menor Op.131 (1826) e o quarteto em Fá maior Op.135 (1826). Sua influência na história da música foi imensa. Ao morrer, em 26 de Março de 1827, estava trabalhando em uma nova sinfonia assim como projetava de escrever uma missa de requiem. Conta-se que cerca de dez mil pessoas compareceram ao seu funeral. Entre os presentes, Franz Schubert.
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