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quarta-feira, 12 de março de 2008

A música e o seu significado !

A Música
A música é a arte de manifestar os nossos diversos afetos da alma mediante ao som!
ela se divideem três partes:Melodia, Harmonia e Rítmo.
Melodia é a combinação de sons sucessívos dados uns após outros. Exemplo: a voz do soprano.
Harmonia é a combinação de sons simultâneos dados de uma só vez. Exemplo: contralto,tenor,
barítono e baixo.
O rítmo é a combinação de todos os valores musicais.Exemplo:sons combinativos com expressões
musicais, tempo musical,modo,,contratempo, etc.
Enfimresumindo A música (do grego μουσική τέχνη - musiké téchne, a arte das musas) constitui-se basicamente de uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo.
É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Actualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função.

A música expandiu-se ao longo dos anos, e atualmente se encontra em diversas utilidades não só como arte, mas também como a militar, educacional ou terapeutica (musicoterapia). Além disso, tem presença central em diversas atividades coletivas, como os rituais religiosos,festas funerais.

Há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré-história. Provavelmente a observação dos sons da natureza tenha despertado no homem, através do sentido auditivo, a necessidade ou vontade de uma actividade que se baseasse na organização de sons. Embora nenhum critério científico permita estabelecer seu desenvolvimento de forma precisa, a história
da música se confunde-se, com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humanas.

Definir a música não é tarefa fácil porque apesar de ser intuitivamente conhecida por qualquer pessoa, é difícil encontrar um conceito que abarque todos os significados dessa prática. Mais do que qualquer outra manifestação humana, a música contém e manipula o som e o organiza no tempo Talvez por essa razão ela esteja sempre fugindo a qualquer definição, pois ao buscá-la, a música já se modificou, já evoluiu. E esse jogo do tempo é simultaneamente físico e emocional. Como "arte do efêmero", a música não pode ser completamente conhecida e por isso é tão difícil enquadrá-la em um conceito simples.

Um dos poucos consensos é que ela consiste em uma combinação de sons e de silêncios , numa sequência simultânea ou em sequências sucessivas e simultâneas que se desenvolvem ao longo do tempo. Neste sentido engloba toda combinação de elementos sonoros destinados a serem percebidos pela audição. Isso inclui variações nas características do som (altura,duração,intensidade e timbre) que podem ocorrer sequencialmente (rítmo e melodia) ou simultaneamente( Harmonia). Ritmo, melodia e harmonia são entendidos aqui apenas em seu sentido de organização temporal, pois a música pode conter propositalmente harmonias ruidosas (que contém ruídos ou sons externos ao tradicional) e arritmias (ausência de ritmo formal ou desvios ritmicos).

E é nesse ponto que o consenso deixa de existir. As perguntas que decorrem desta simples constatação, encontram diferentes respostas se encaradas do ponto de vista do criador (compositor), do executante (músico), do historiador, do filósofo, do antropólogo, do linguista ou do amador. E as perguntas são muitas:

  • Toda combinação de sons e silêncios é música?
  • Música é arte? Ou de outra forma, a música é sempre arte?
  • A música existe antes de ser ouvida? O que faz com que a música seja música é algum aspecto objetivo ou ela é uma construção da consiência e da percepção?

A música eleva os sentimentos mais profundos do ser humano. Não é necessário gostarmos de todos os estilos, porém conhecê-los.

Mesmo os adeptos damúsica aleatória, responsáveis pela mais recente desconstrução e reformulação da prática musical, reconhecem que a música se inspira sempre em uma "matéria sonora", cujos dados perceptíveis podem ser reagrupados para construir uma "materia musical", que obedece a um objetivo de representação próprio do compositor, mediado pela técnica. Em qualquer forma de percepção, os estímulos vindos dos órgãos dos sentidos precisam ser interpretados pela pessoa que os recebe. Assim também ocorre com a percepção musical, que se dá principalmente pelo sentido da audição. O ouvinte não pode alcançar a totalidade dos objetivos do compositor. Por isso reinterpreta o "material musical" de acordo com seus próprios critérios, que envolvem aquilo que ele conhece, sua cultura e seu estado emocional.

Da diversidade de interpretações e também das diferentes funções em que a música pode ser utilizada se conclui que a música não pode ter uma só definição precisa, que abarque todos os seus usos e gêneros. Todavia, é possível apresentar algumas definições e conceitos que fundamentam uma "História" em perpétua evolução, tanto no domínio dopopular, do tradicional, do folclórico ou do erudito.

terça-feira, 11 de março de 2008

A Trompa e sua origem!

História
Já entre os povos mais antigos ? Etíopes, Hebreus, Gregos,
Indianos - era usado instrumentos feito em chifres, madeira, caules
e marfim, dos quais se originou a Trompa. Há muito de comum
entre as Trompas e os Trompetes primitivos: tal como os
Trompetes, também as primeiras Trompas se destinavam mais para
fins mágicos e rituais do que à execução musical; também
começaram por servir para amplificar e distorcer a voz, gritando ou
falando através delas.Serviam para anunciar decretos e ajuntar as
pessoas.
Lur
Da Idade do Bronze conhecem-se Trompas originárias do norte da
Europa, chamadas lur (plural, lurer). Este nome,dinamarquês, é
relativamente recente (data de 1797, quando o primeiro destes
instrumentos foi encontrado numa escavação). Para além deste
país, também na Suécia, costa oeste da Noruega, norte da
Alemanha e Irlanda foram encontrados estes instrumentos.
Estas trompas, que datam do período entre 1100 A.C. e 500 A.C.,
são feitas de bronze, com o tubo cônico alongado em forma de " S "
mas com a segunda seção torcida em relação ao plano da primeira,
e terminando não numa campana mas num disco plano
ornamentado. Curiosamente, apresentam um bocal não destacável
parecido com o do trombone tenor moderno.
Cornu e Buccina
Estas duas trompas, usadas no tempo dos romanos, são
freqüentemente confundidas ou apresentadas como sinônimos uma
da outra, mas segundo Sibyl Marcuse as suas funções eram bem
diferentes: o cornu era usado para fins militares (cerimonias
fúnebres e outras) e também no circo (juntamente com o
hydraulos); a buccina era usada pelos pastores, mas também servia
para indicar as horas do dia à população.
O cornu tinha um longo tubo metálico (com cerca de três metros),
de perfil estreito e cônico, com a forma da letra "G . Uma barra
transversal de madeira servia para dar solidez ao instrumento,
servindo simultaneamente de suporte. Em relação à buccina não
existem elementos suficientes para identificar convenientemente a
sua forma.
Idade Média: Cornus e Olidantes
Durante a Idade Média continuaram a usar-se para fins musicais os
primitivos cornos de animais. Primeiro, sem bocal, depois com bocal
como parte integrante do instrumento, e só mais tarde com bocal
destacável.
Os bocais eram primitivamente em forma de taça e só mais tarde
começaram a ser em forma de funil (cônicos). Convém notar que
até ao séc. XVII os bocais das trompas e dos trompetes eram
idênticos.
No séc. X começam a surgir cornos com orifícios laterais, permitindo
a execução de melodias simples (ainda hoje os pastores
escandinavos utilizam cornos com três orifícios). Uma parte dos
instrumentos deste tipo continuaram naturalmente a existir sem
orifícios, como é o caso do olifante.
O olifante, feito de uma presa de elefante, chegou ao Ocidente,
vindo de Bizâncio, durante a Idade Média. De marfim, era ricamente
esculpido e por vezes guarnecido a prata, tornando-se o símbolo da
realeza. Continuou a usar-se da Renascença, até ao séc. XVII.
Renascença
Durante a Renascença a trompa aumenta de tamanho, e na sua
construção são progressivamente abandonados os materiais de
origem animal, começando-se a utilizar apenas metal, com o qual
são ensaiadas diferentes formas e tipos de curvatura.
Mas as intervenções musicais de trompas e trompetes são muito
limitadas devido à impossibilidade de tocar melodias em graus
conjuntos. Só quando os tubos se tornam suficientemente longos e
estreitos começa a ser possível produzir alguns harmônicos a partir
do 7o e do 8o (zona em que os intervalos entre harmônicos
começam a ser de um tom).
Por outro lado o desenvolvimento da trompa é mais tardio que o do
trompete, devido à maior dificuldade em produzir tubos cônicos
longos e estreitos.
Trompa de caça e Trompa natural
Ë na Segunda metade do séc. XVII que a chamada trompa de caça
se transforma num verdadeiro instrumento musical: trompa
natural.
Há por esta altura uma enorme confusão de nomenclatura, que se
deve também ao aparecimento da designação trompa francesa.
A trompa de caça é descrita nas suas várias formas por Mersenne
em 1636, e ao longo de aproximadamente um século ela vai-se
transformar na trompa natural. Durante este processo verificam-se
as seguintes alterações:
O tubo torna-se mais comprido e estreito.
O perfil do tubo, de puramente cônico, passa a ser em parte
cilíndrico e em parte cônico.
A campana expande-se muito mais.
O bocal passa da forma de taça à forma de funil.
As conseqüências destas transformações são uma alteração do
timbre e a possibilidade de emitir até ao décimo-sexto harmônico e
já não apenas até ao oitavo.
A partir de 1740 o trompista Anton Joseph Hampel de Dresden,
desenvolveu a técnica de introduzir a mão na campana (como uma
espécie de surdina e também para corrigir a afinação),
experimentando igualmente o uso de surdinas. Esta inovação,
juntamente com a adoção do novo tipo de bocal, veio permitir o uso
regular da trompa na orquestra.
O aparecimento das Válvulas
Até a invenção das válvulas ou pistões que ocorreu entre 1814 e
1815, várias tentativas se fizeram para aumentar as possibilidades
da trompa.
Para a distinguir da trompa natural, chama-se também por vezes
trompa de pistões, cromática ou trompa de harmonia. Uma
característica essencial do tubo é, ser estreito e muito longo (mais
de 4 metros); é isto que permite a obtenção de muitos harmônicos
(até ao décimo-sexto). Na região aguda é difícil controlar a nota
produzida, pois a menor imprecisão na conveniente articulação dos
lábios dá origem a uma nota errada ou destimbrada.
Na trompa cada nota pode ser obtida através de um maior numero
de posições diferentes que nos outros metais. Assim, é fácil o
executante livrar-se dos harmônicos 7 e 11 ( indesejáveis, por a
sua afinação não corresponder exatamente à das notas que se
pretende) e obter as notas correspondentes com base no critério
formativo.
Ao contrário de todos os outros instrumentos que tem pistões, na
trompa é com a mão esquerda que se atua sobre eles, porque
continua a ser preciso introduzir a mão direita na campana para
obter os sons bouchés e para segurar o instrumento.
A sua extensão e de quase quatro oitavas, de Sol (-1) a Fa (4 ),
embora as quatro notas mais graves sejam difíceis de obter,
devendo ser evitadas pelos compositores em passagens rápidas.
A trompa está afinada em Fa, no entanto em muitas partituras do
século XIX as partes de trompas eram escritas em clave de fa, uma
oitava abaixo do que é habitual (como se ela transpusesse à 4a
superior).
Para emitir as notas da região aguda, convinha que existisse uma
trompa com o tubo mais curto: o modelo em Sib. Em 1935
apareceu no mercado o modelo moderno de trompa, que funciona
como trompa em Fa e como trompa em Sib, alternadamente, sendo
chamada trompa de afinação dupla. Para isso é dotada de uma 4ª
Válvula que corta a ligação de uma certa extensão do tubo, fazendo
com que o instrumento passe a tocar uma quarta acima.
A trompa apresenta um bocal cônico ou em forma de funil mas
sempre relativamente fundo, o que confere ao instrumento um
timbre aveludado.
Algumas consistiam na substituição e adição de tubos de diferentes
comprimentos (roscas ou pontis) que permitiam à trompa emitir
outras séries de harmônicos. Estes processos tinham o
inconveniente do tempo necessário para a mudança, que em muitos
casos se tornava impraticável no meio de uma peça musical.
Em 1815 deu-se então a invenção dos pistões (que a trompa tem a
forma de válvulas rotativas) e mais tarde faz-se a já referida
trompa de afinação dupla (Sib e Fá), hoje a mais usada nas
orquestras.
A trompa natural continua ainda a ser usada, não só para a
interpretação de música antiga mas também pelo seu
extraordinário timbre, algo diferente do da trompa atual. Prova do
grande interesse que este instrumento hoje desperta é o Concurso
Internacional de Trompa Natural que se realiza em Bad Hzarzburb,
na Alemanha.
Surdina, Sons Bouchés e Outros Efeitos
A trompa pode usar uma surdina em forma de pêra e que pode ser
de metal, madeira ou cartão permitindo obter um timbre diferente.
Para indicar a sua utilização usa-se as mesmas expressões que para
cordofones: com sordino para a colocar, senza sordino para a
retirar.
Na trompa natural o instrumentista intrduzia a mão na campana,
tapando-a em aproximadamente ¼, ½ ou ¾ da sua área, de modo
a obetr sons fora da série dos harmônicos. Mas tapando com a mão
obtém-se os chamados sons bouchés (stopped em inglês, gestopft
em alemão, chiusi em italiano). Estes têm uma sonoridade muito
diferente.
Hoje os sons bouchés são usados unicamente para obter esse
timbre diferente. O sinal " + " sobre a nota significa bouché,
enquanto que "o" significa aberto. Numa célebre passagem do
Capricho Espanhol de Rimsky Korsakov aparece a mesma frase
primeiro em sons abertos e seguidamente em sons bouchés.

A aplicação do som bouché é também útil quando se pretende fazer
passar uma nota de sforzando a piano. Por outro lado, a introdução
da mão na campana tem também por fim a correção da afinação,
uma vez que por este meio se consegue baixar até meio-tom.
Outro efeito sonoro da trompa é o som cuivré, que se obtém com
uma tensão maior que a normal e um sopro muito forte. Isto
origina a vibração do metal, produzindo assim um som muito
característico . Esta técnica pode ser utilizada em sons normais
(abertos), em sons bouchés e com surdina. O uso é indicado pelo
sinal " ^ " sobre as notas, acompanhado da palavra cuivré no início
da passagem. Os sons cuivré são de grande efeito dramático.
Finalmente, há compositores que exigem que a trompa se toque
com a campana voltada para cima (inglês; bells up; Francês;
pavillons een láir; alemão Schalltriether auf). Isto pode acontecer
em passagens em que o compositor pretende um som muito forte,
violento até.
Em relação à sonoridade da trompa convém salientar que ela é o
único instrumento tratado como uma madeira e como um metal; na
escrita para orquestra ela é associada principalmente aos metais,
mas também às madeiras, com as quais liga perfeitamente; na
música de câmara a trompa é membro permanente do quinteto de
sopro, juntamente com a flauta, o oboé, o clarinete e o fagote.
Além disso, a trompa resulta muito bem em combinações
instrumentais bastante diversas; por isso, ela tem um status único
entre os instrumentos da orquestra.
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